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Convergências Tecnológicas e Indústria 4.0 no mundo do trabalho na visão de pesquisadores

Thomaz Ferreira Jensen e Arline Sydneia Abel Arcuri

Debate foi realizado na tarde de segunda, 23

Por ACS/ A. R. em 31/01/2017

No período da tarde do dia 23, durante a realização do evento “Impactos das novas tecnologias na precarização do trabalho”, a pesquisadora da Fundacentro, Arline Sydneia Abel Arcuri iniciou sua palestra abordando a Convergência Tecnológica e sua influência na precarização do trabalho.

Entenda-se por Convergência Tecnológica ou BANG (sigla usada para descrever bite, átomo, nano, gene), a união, ou a sinergia existente entre quatro áreas centrais que incluem a nanotecnologia, biotecnologia, tecnologias da comunicação e informação e ciências cognitivas. Sua origem se deu nos Estados Unidos em 2001 e vem assumindo um papel cada vez mais importante na sociedade contemporânea.

É lá nos Estados Unidos que os investimentos na área giram em torno de 1 bilhão e 600 milhões de dólares só em 2016, enquanto no Brasil esse investimento foi de 400 milhões de reais ao longo de 4 anos (de 2010 a 2014), de acordo com dados publicados pela Agência Brasil em 2013.

A pesquisadora que coordena o projeto de Nanotecnologia na Fundacentro expõe como o nanochip vem mudando a vida das pessoas nos diversos setores sociais e do trabalho. O nanochip, derivado do chip veio para possibilitar, por exemplo, a redução no tamanho dos equipamentos, no armanezamento de informações (pendrive), na impressão em 3D e até mesmo na presença constante de robôs que substituem os trabalhadores em diversas funções.

Exemplo dessa substituição foi apresentado por Arcuri, usando como fonte a matéria publicada recentemente pela Folha de S. Paulo, com o título: “Robôs no jornalismo”. A matéria destaca o número de profissionais que perderam seus empregos, por terem sido substituídos por robôs no jornalismo, onde a notícia é criada por algoritmos, programas de computadores, ou procedimentos lógicos, não necessitando da intervenção de um profissional da área.

Para Arline, toda essa tecnologia está influenciando o mundo do trabalho e se faz necessária uma discussão sobre a precarização do trabalho, além da gestão dos riscos potenciais à saúde e segurança dos trabalhadores.

Destaca como produção do projeto Nanotecnologia, a criação de 4 cartilhas, editadas no formato história em quadrinhos que servem para conscientizar os trabalhadores dos principais riscos existentes na manipulação em escala manométrica.

As HQ´s foram apresentadas em congressos no Brasil e no exterior e estão disponíveis para download no portal da Fundacentro, nos idiomas espanhol e inglês.

Indústria 4.0

Conhecida também como a Quarta Revolução Industrial, a Indústria 4.0 foi tema da palestra apresentada pelo economista e assessor técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), Thomaz Ferreira Jensen. A Indústria 4.0 engloba tecnologias de automação que promove o aumento da competividade, mas também a precarização nas relações do trabalho.

É nesse sentido que o economista faz uma reflexão sobre a atual crise econômica, recessão e desemprego no Brasil. Dados do Dieese mostram que a taxa de desemprego já alcança os 18%. São 100 milhões de brasileiros economicamente ativos, mas que boa parte dos 45 milhões de postos de trabalho poderão ser flexibilizados diante da introdução de todo esse progresso técnico que a Indústria 4.0 apresenta.

A emenda constitucional que limita gastos e assinada no ano passado impede o país de investir na área das tecnologias, pontua o economista. “Toda discussão de indústria tem a ver com o progresso tecnológico. Não nos interessa uma indústria poupadora de trabalhadores e que elimina postos de trabalho”, defendeu o economista.

Além disso, o palestrante observa que todas essas situações favorecem a sociedade brasileira a ter que se ajustar às exigências internacionais. “Vivemos em uma barbárie social onde se promove o escanteamento da sociedade”, coloca Jensen.

Imprensa e corporações

Na visão de Jensen, a introdução do progresso técnico e a Indústria 4.0 se aproveitam desse momento de crise estrutural, pautado pela grande imprensa que muitas vezes leva a criticas estigmatizadas.

Outro ponto observado por Jensen foi sobre a gestão das empresas que não incorpora os interesses do país, priorizando somente os interesses dos acionistas, fazendo com que haja uma pulverização de ações e facilitando o processo de concentração e centralização do capital.

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