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Pesquisadores colocam que as novas tecnologias influenciam nas relações sociais e do trabalho

Da esq. p/ dir.:Mauricio Berger e Jorge Pontes

Debate foi realizado na manhã de segunda, 23

Por ACS/ A. R. em 26/01/2017

Durante a realização do evento “Impactos das novas tecnologias na precarização do trabalho”, o filósofo e Mestre em Políticas Públicas, Jorge Pontes falou sobre os fenômenos da inovação tecnológica e como a nanotecnologia pode influenciar nas relações sociais e do trabalho.

Pontes que está cursando doutorado com ênfase em precarização do trabalho, fez uma abordagem sócio-histórica em sua apresentação começando pelo Marxismo, a revolução industrial e outras inovações tecnológicas, como a biotecnologia, a inteligência artificial, a clonagem e outras, que passariam as mudar as formas da sociedade e da classe trabalhadora em como se relacionar com o mundo.

Na visão de Pontes, não é a produção de algo novo que altera as relações, mas sim as mudanças que a quarta revolução industrial traz para a sociedade. É nela que se destacam a velocidade, a amplitude e profundidade e o impacto sistêmico.

Em um cenário cheio de desafios, especialmente a nanotecnologia, um campo da ciência ainda cheio de incertezas, Pontes observa outro aspecto de precarização nas relações do trabalho. Trata-se da terceirização internacional, ou international outsourcing que subcontrata trabalhadores com sede em outros países, onde a empresa fica isenta da responsabilidade caso ocorra um acidente de trabalho.

Uber: inovação tecnológica que contribui para a precarização

Uma outra forma de precarização do trabalho foi apresentada pelo argentino e colaborador do Renanosoma, Mauricio Berger, ao descrever o Uber, sistema de transporte privado e urbano, utilizado por meio de aplicativo.

O Uber, considerada uma empresa startup, ou seja, baseada na inovação de mercado, chegou no Brasil em 2014, tendo suas atividades iniciadas no Rio de Janeiro.

Para o pesquisador com formação na área das Ciências Sociais, um dos aspectos que devem ser considerados ao se falar de Uber é a ausência de um vinculo empregatício aos motoristas, de poucas garantias e direitos, além de isentar a empresa (neste caso um APP) de qualquer responsabilidade em casos de acidentes de trânsito.

Outro aspecto é a exploração do trabalhador que necessita de análise por parte do consumidor. Cordialidade e atenção são os principais quesitos avaliados e, caso a avaliação seja negativa, o motorista pode ser colocado para fora do sistema.

Berger faz uma crítica às novas tecnologias, especialmente aquelas que envolvem estratégias do capital, pois são elas que exploram os direitos dos trabalhadores, transferem responsabilidades, contribuindo dessa forma para a precarização.

Defende ainda que o tema nanotecnologia seja discutido e posto em forma de lei elaborada pelo Congresso e que as empresas, responsáveis pelos processos produtivos, devem desempenhar mecanismos de segurança, de responsabilidade ambiental e social e códigos de conduta. “O estado não tem capacidade de controlar as empresas, pois há muito lobby para os interesses delas”, finaliza Berger.

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